sexta-feira, 20 de agosto de 2010

O que é um casamento?

CASAMENTO...

Naquela noite, enquanto minha esposa servia o jantar, eu segurei sua mão e disse: "Tenho algo importante para te dizer". Ela se sentou e jantou sem dizer uma palavra. Pude ver sofrimento em seus olhos. De repente, eu também fiquei sem palavras. No entanto, eu tinha que dizer a ela o que estava pensando. Eu queria o divórcio. E abordei o assunto calmamente.

Ela não parecia irritada pelas minhas palavras e simplesmente perguntou em voz baixa: "Por quê?"

Eu evitei respondê-la, o que a deixou muito brava. Ela jogou os talheres longe e gritou "você não é homem!" Naquela noite, nós não conversamos mais. Pude ouvi-la chorando. Eu sabia que ela queria um motivo para o fim do nosso casamento. Mas eu não tinha uma resposta satisfatória para esta pergunta. O meu coração não pertencia a ela mais e sim a outra mulher. Eu simplesmente não a amava mais, sentia pena dela.

Sentindo-me muito culpado, rascunhei um acordo de divórcio, deixando para ela a casa, nosso carro e 30% das ações da minha empresa.

Ela tomou o papel da minha mão e o rasgou violentamente. A mulher com quem vivi pelos últimos 10 anos se tornou uma estranha para mim. Eu fiquei com dó deste desperdício de tempo e energia, mas eu não voltaria atrás do que disse, pois amava a outra mulher profundamente. Finalmente ela começou a chorar alto na minha frente, o que já era esperado. Eu me senti libertado enquanto ela chorava. A minha obsessão por divórcio nas últimas semanas finalmente se materializava e o fim estava mais perto agora.

No dia seguinte, eu cheguei em casa tarde e a encontrei sentada na mesa escrevendo. Eu não jantei, fui direto para a cama e dormi imediatamente, pois estava cansado depois de ter passado o dia com a outra mulher.

Quando acordei no meio da noite, ela ainda estava sentada à mesa, escrevendo. Eu a ignorei e voltei a dormir.

Na manhã seguinte, ela me apresentou suas condições: ela não queria nada meu, mas pedia um mês de prazo para conceder o divórcio. Ela pediu que durante os próximos 30 dias a gente tentasse viver juntos de forma mais natural possível. As suas razões eram simples: o nosso filho faria seus exames no próximo mês e precisava de um ambiente propício para preparar-se bem, sem os problemas de ter que lidar com o rompimento de seus pais.

Isso me pareceu razoável, mas ela acrescentou algo mais. Ela me lembrou do momento em que eu a carreguei para dentro da nossa casa no dia em que nós casamos e me pediu que durante os próximos 30 dias eu a carregasse para fora da casa todas as manhãs. Eu então percebi que ela estava completamente louca, mas aceitei sua proposta para não tornar meus próximos dias ainda mais intoleráveis.

Eu contei para a outra mulher sobre o pedido da minha esposa e ela riu muito e achou a idéia totalmente absurda. "Ela pensa que impondo condições assim vai mudar alguma coisa; melhor ela encarar a situação e aceitar o divórcio", disse a outra mulher em tom de gozação.

Minha esposa e eu não tínhamos nenhum contato físico havia muito tempo, então quando eu a carreguei para fora da casa no primeiro dia foi totalmente estranho. Nosso filho nos aplaudiu dizendo "O papai está carregando a mamãe no colo!" Suas palavras me causaram constrangimento. Do quarto para a sala, da sala para a porta de entrada da casa, eu devo ter caminhado uns 10 metros carregando minha esposa no colo. Ela fechou os olhos e disse baixinho "Não conte para o nosso filho sobre o divórcio" Eu balancei a cabeça mesmo discordando e então a coloquei no chão assim que atravessamos a porta de entrada da casa. Ela foi pegar o ônibus para o trabalho e eu dirigi para o escritório.

No segundo dia, foi mais fácil para nós dois. Ela se apoiou no meu peito, eu senti o cheiro do perfume que ela usava. Eu então percebi que há muito tempo não prestava atenção a essa mulher. Ela certamente tinha envelhecido nestes últimos 10 anos, havia rugas no seu rosto, seu cabelo estava ficando fino e grisalho. O nosso casamento teve muito impacto nela. Por uns segundos, cheguei a pensar no que havia feito para ela estar neste estado.

No quarto dia, quando eu a levantei, senti uma certa intimidade maior com o corpo dela. Esta mulher havia dedicado 10 anos da vida dela a mim.

No quinto dia, a mesma coisa. Eu não disse nada à outra mulher, mas ficava a cada dia mais fácil carregá-la do nosso quarto à porta da casa. Talvez meus músculos estejam mais firmes com o exercício, pensei.

Certa manhã, ela estava tentando escolher um vestido. Ela experimentou uma série deles, mas não conseguia achar um que servisse. Com um suspiro, ela disse: "Todos os meus vestidos estão grandes para mim". Eu então percebi que ela realmente havia emagrecido bastante, daí a facilidade em carregá-la nos últimos dias.

A realidade caiu sobre mim com uma ponta de remorso... Ela carrega tanta dor e tristeza em seu coração... Instintivamente, eu estiquei o braço e toquei seus cabelos.

Nosso filho entrou no quarto neste momento e disse "Pai, está na hora de você carregar a mamãe". Para ele, ver seu pai carregando sua mãe todas as manhãs tornou-se parte da rotina da casa. Minha esposa abraçou nosso filho e o segurou em seus braços por alguns longos segundos. Eu tive que sair de perto, temendo mudar de idéia agora que estava tão perto do meu objetivo. Em seguida, eu a carreguei em meus braços, do quarto para a sala, da sala para a porta de entrada da casa. Sua mão repousava em meu pescoço. Eu a segurei firme contra o meu corpo. Lembrei-me do dia do nosso casamento.

Mas o seu corpo tão magro me deixou triste. No último dia, quando eu a segurei em meus braços, por algum motivo não conseguia mover minhas pernas. Nosso filho já tinha ido para a escola e eu me vi pronunciando estas palavras: "Eu não percebi o quanto perdemos a nossa intimidade com o tempo".

Eu não consegui dirigir para o trabalho... Fui até o meu novo futuro endereço, saí do carro apressadamente, com medo de mudar de idéia... Subi as escadas e bati na porta do quarto. Quando ela abriu a porta e eu lhe disse: "Desculpe, eu não quero mais me divorciar".

Ela olhou para mim sem acreditar e tocou na minha testa "Você está com febre?" Eu tirei sua mão da minha testa e repeti: "Desculpe, eu não vou me divorciar. Meu casamento ficou chato porque nós não soubemos valorizar os pequenos detalhes da nossa vida e não por falta de amor. Agora eu percebi que desde o dia em que carreguei minha esposa no dia do nosso casamento para nossa casa, eu devo segurá-la até que a morte nos separe.

Ela então percebeu que era sério. Me deu um tapa no rosto, bateu a porta na minha cara e pude ouvi-la chorando compulsivamente. Eu voltei para o carro e fui trabalhar.

Na loja de flores, no caminho de volta para casa, eu comprei um buquê de rosas para minha esposa. A atendente me perguntou o que eu gostaria de escrever no cartão. Eu sorri e escrevi: "Eu te carregarei em meus braços todas as manhãs até que a morte nos separe".

Naquela noite, quando cheguei em casa, com um buquê de flores na mão e um grande sorriso no rosto, fui direto para o nosso quarto onde encontrei minha esposa deitada na cama - morta.

Minha esposa estava com câncer e vinha se tratando há vários meses, mas eu estava muito ocupado com a outra mulher para perceber que havia algo errado com ela. Ela sabia que morreria em breve e quis poupar nosso filho dos efeitos de um divórcio - e prolongou a nossa vida juntos proporcionando ao nosso filho a imagem de nós dois juntos toda manhã. Pelo menos aos olhos do meu filho, eu sou um marido carinhoso.

Os pequenos detalhes de nossa vida são o que realmente contam num relacionamento. Não é a mansão, o carro, as propriedades, o dinheiro no banco. Estes bens criam um ambiente propício a felicidade mas não proporcionam mais do que conforto. Portanto, encontre tempo para ser amigo de sua esposa, faça pequenas coisas um para o outro para mantê-los próximos e íntimos. Tenham um casamento real e feliz!

Colaboração de: Rosemeire Madella Cerene Soares


sexta-feira, 13 de agosto de 2010

A CAIXA PRETA

Comunicação e relacionamento do casal, educação dos filhos, relacionamento sexual, são assuntos muito importantes dentro de um matrimônio. Porem a “caixa preta” de uma família é a administração do dinheiro.

Esta administração começa desde a “paquera” passa pelo namoro, pelo noivado, cerimônia de casamento, lua de mel e os anos que o casal estiverem juntos. Ela termina com a morte ou a separação dos cônjuges, aliás, continua mesmo depois destas tragédias. Em geral, a semelhança de um avião, a caixa preta só é aberta, em caso de acidente, tudo se destrói, somente ela é indestrutível e inviolável! Só é aberta depois da catástrofe para se descobrir à causa.

Construir um lar sobre a rocha, é obedecer aos princípios bíblicos no tratamento com o dinheiro e a administração dos bens materiais. Devemos abrir a caixa preta mês a mês e coloca-la sob a luz das escrituras e submete-la a um orçamento familiar cristão!

Qual o papel do dinheiro num matrimônio? O que fazer quando ele estiver faltando ou sobrando? O dinheiro, ou o amor a ele, é a raiz de todos os males?

Planejar o orçamento da família é falta de fé? Podemos desejar ganhar muito mais? O dinheiro é benção ou maldição? Estas são perguntas importantes para serem respondidas por cada um de nós.

Queremos construir nossa casa sobre a rocha, não queremos ter prejuízo nem ruínas no futuro. Quando vierem os ventos e tempestades, nossa casa estará firme e segura, protegida por nosso Deus.

Jasiel e Ivone Botelho

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Dormir depois do sexo

COCHILADA DO MARIDO DEPOIS DO SEXO

Depois de uma boa relação sexual repleta de preliminares e carinhos, é bem comum o homem fazer uma coisa que a maioria das mulheres odeia: virar de lado e dar uma boacochilada. Mas não pense que isto significa que ele não gostou da sua performance ou não está a fim de ouvir o que você tem a dizer. Segundo a sexóloga Magda Gazzi, esta "soneca" se deve à prolactina, hormônio responsável por reduzir os níveis de testosterona no organismo. Ele é capaz de inibir o desejo sexual e desencadear a sonolência. "Na hora doorgasmo, há um aumento de prolactina. Ele atua no organismo ainda na fase de relaxamento e continua assim até uma hora depois da ejaculação. Por isso, os homens após o orgasmo, além do relaxamento causado pelo prazer, também sentem sono", explica. Mas a prolactina é somente o fim desse processo. "Tudo começa pela testosterona na fase do desejo. Depois ocorre o aumento da adrenalina e noradrenalina (responsável pelas sensações de humor, ansiedade, sono e alimentação) e da ocitocina (hormônio do amor) na fase da excitação", diz Dra. Magda. A passagem da fase do orgasmo para a fase da resolução é muito rápida para o homem. É como se eles descessem do topo de uma montanha-russa rumo ao relaxamento. "Na mulher essa passagem é mais lenta", lembra Magda. "A famosa cochilada pode acontecer quantas vezes forem os orgasmos naquele período. E devido ao desgaste físico que o sexo proporciona, esse cansaço pode ser acentuado e mais longo após algumas relações", completa. E acredite: essa cochilada traz muitos benefícios para o casal. Por meio dela, o organismo masculino se recupera da energia gasta durante o ato sexual e tem um tempo de preparação para uma nova relação sexual. E depois da cochilada, o homem torna-se uma caixa de surpresas. Isso porque a "segunda rodada" pode ser ainda melhor. Ou ser igual. "Após uma cochilada e um período de pequeno repouso, esse homem pode se sentir mais disposto ao sexo e, com isso, se dedicar mais às preliminares com sua parceria", conta Dra. Magda. O tempo médio desse momento relaxante, também conhecido como "período refratário", varia de homem para homem, sendo de minutos até horas ou dias. "Na mulher, essa ‘pausa’ não existe. Por esse motivo, a mulher pode estar preparada para uma nova relação sexual imediatamente e não sofre tanto essa influência do hormônio prolactina",

conta Dra. Magda.

Copiado de Vilamulher.terra.com.br

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Viver e conviver!

Conviver bem

O casamento tem sido ameaçado, desvalorizado e destruído em nossa sociedade. Junto com o casamento sofre a família toda. A necessidade de encorajamento, empenho, ajuste e companheirismo na família são enormes! Esta é uma das razões para criar o Bemcasados. Nós decidimos de coração aberto e determinação participar desta batalha em favor da família, do bom relacionamento mútuo e do amor conjugal. As pessoas se casam porque se amam e querem estar juntas e felizes. Quando Deus criou o homem e a mulher, os criou para a unidade, para se complementarem. O casal foi criado à imagem de Deus, homem e mulher com igual valor entre si e diante de Deus. O primeiro casal gozava de comunhão plena com Deus e um com o outro. Portanto o ser humano é por sua natureza um ser social e viver naturalmente em grupo, junto de pessoas faz parte de sua existência. “O homem tem, por natureza, necessidade dos outros para ser plenamente homem, ele nâo se basta e nem consegue perpetuar por si mesmo.” Somos sociais e queremos companhia, queremos alguém par amar e queremos ser amados também.

Embora sendo o homem existencialmente social, ele tem muita dificuldade de viver em sociedade, de viver junto, surgem os conflitos. Os conflitos são parte inerente das relações interpessoais. Só não tem conflito quem não se relaciona com o outro.

O que fazer? Não posso viver com “ele” e não consigo viver sem “ele.”

Oscilamos entre a necessidade de estar com pessoas e a dificuldade de tê-las perto de nós, lutamos por espaço e significado.

Temos em comum, o desejo de ser aceitos e ser valorizado pelo outro, principalmente por nosso cônjuge.

Todos nós desejamos ser notado, ninguém suporta ser ignorado, esquecido. Essa necessidade profunda de amor e aceitação se revela no desejo do adulto de ser reconhecido,de realizar-se, de ser honrado.

Todos nós queremos ser queridos, ser importantes, ter valor. Não importa a reação aparente.

Quero encorajá-los a desejar conviver bem na família, a decidir crescer e melhorar em seus relacionamentos familiares. Deus planejou e deseja isto para nós. Você quer ajuntar-se ao Senhor neste objetivo?

Se precisamos do outro para viver bem, se esta é a vontade de Deus, porque é tão difícil uma convivência pacífica e amorosa entre os cônjuges?

Ivone Botelho

terça-feira, 29 de junho de 2010

A família de Deus...

Mais que família, uma revelação

E aí... Esperando o Messias? Perguntou o Samaritano. Claro! Respondeu o Sacerdote.

Então, vem aí o Messias para por Israel sobre tudo e sobre todos? Provocou o Samaritano.

A maioria pensa assim, meu amigo, mas estou chegando a outra conclusão. Disse o Sacerdote. Opa! Você saiu da caixa, mesmo! Instigou o Samaritano.

Exato! Eu estou retomando a questão da Imagem de Deus. Disse o Sacerdote.

Ah sei! A Thorah*1 ensina que fomos feito à Imagem e Semelhança de Deus. Inclusive, parece que isso tem a ver com o fato de que: como Deus, somos seres racionais e cônscios de nós e do outro, assim como moralmente responsáveis, por causa da permissão que temos para decidir sem restrição. Por isso Deus nos julga e julgará. Emendou o Samaritano. Eu também pensava assim, mas estou mudando de idéia. Disse o Sacerdote. Como? Você acha que tem mais do que isso? Questionou o Samaritano. Veja! Essas qualidades, que você alistou, os anjos também têm. Também são racionais, basta acompanhar os diálogos angélicos encontrados no texto sagrado, também têm consciência de si e do outro e há anjos do mal, o que implica em que houve algum tipo de julgamento, porque perderam o seu estado natural. E, se houve julgamento, são, também, seres moralmente responsáveis! Acrescentou o Sacerdote. Então, a gente tem de ter algo que eles não têm. Afirmou o Samaritano. Exato! Você sabe dos dois conceitos que há, na língua hebraica, que, embora traduzidos por um, único, ou unidade, em outras línguas, no hebraico têm diferença entre si? Perguntou o Sacerdote. Sim, conheço, as palavras “echad” e “yachid”. A gente usa “yachid” quando quer falar de peça única, como em uma pedra, e usa “echad” quando quer falar de unidade necessariamente acompanhada de outras, como em um cacho de uvas, por exemplo. Completou o Samaritano. Pois, você já notou que quando Moisés fala que Deus é único, no chamado à adoração no Deuteronômio 6.4, ele usa a palavra “echad”? E que, quando fala, no Gênesis 1.24, que Deus disse que o homem deve deixar pai e mãe e se unir à sua mulher, e que, quando isso acontece, se tornam uma só carne, também usa a palavra “echad” para designar o efeito da comunhão entre homem e mulher? Perguntou o Sacerdote, denotando emoção. Rapaz! Isso é de impressionar! Você está a dizer que é na constituição da família que nos tornamos imagem de Deus? Diz o Samaritano. Não ao nos constituirmos família, mas, no fato de sermos família. A gente não pode esquecer que Moisés nos ensinou que somos uma família, nós, todos os seres humanos, de todas as nações, viemos de um único casal: somos uma só família. Estou dizendo que somos imagem e semelhança de Deus, porque somos uma só família. E, cada um de nós, o é, porque nasceu nessa família, dessa família e para viver por essa e nessa família. Completou o Sacerdote. Sim, pode até ser, mas isso se perdeu! Veja o nosso caso, somos de nações irreconciliáveis! Aliás, nem na família a gente vê isso! Anotou o Samaritano. Pois é! Isso que eu penso que o Messias fará: conciliará todas os seres humanos e todas as nações, fazendo ressurgir a família humana, assim a imagem e semelhança de Deus reaparecerá! Exclamou o Sacerdote. Lindo! E isso é muito mais do que restaurar a Israel! Todos seremos contemplados! Mas, você, ao dizer isso, não está dizendo que Deus, também, é uma família? Inquiriu o Samaritano. É. Ou, no mínimo, unidade acompanhada, necessariamente, de outra ou outras. Eu percebo que Moisés insistiu em falar
de Deus no plural. Assim como insistiu em dizer que nós, humanos, somos uma só criação, porque Deus só manipulou o barro uma vez, e só soprou uma vez, e que Adão, disse ele no Genesis 5.1 e 2, era o nome do casal e não do macho, de modo que, quando Deus passeava no jardim, e chamava por Adão, o casal se apresentava a Ele. Disse o Sacerdote.
Você está a dizer que Deus é uma família? Insistiu o Samaritano. Bem... Acho que ainda não consigo dizer isso, mas estou profundamente incomodado com essa possibilidade. Replicou o sacerdote. Bom, meu amigo, você já me deu muito para pensar; a gente se vê. E saiu o Samaritano.

Ariovaldo Ramos WWW.ariovaldoramosblog.blogspot.com

terça-feira, 22 de junho de 2010

Se eu fosse... eu seria...

Aaaah! Se eu fosse...

Se eu fosse uma estação, seria o Verão, para lhe ver tomando banho de sol!

Se eu fosse horas, seria 03:00 da manhã, para ver você dormindo como um anjo!

Se eu fosse um astro, seria a Lua, para ter um mel com você!

Se eu fosse um objeto, seria um despertador para lhe acordar todas as manhãs!

Se eu fosse um mês, seria maio, para você ser minha noiva!

Se eu fosse um dia da semana, eu seria sábado para descansar em seus braços!

Se eu fosse um animal, seria um felino, para você me chamar de gatinho!

Se eu fosse uma pedra, seria um brilhante para você me usar perto dos seios!

Se eu fosse um instrumento eu seria um violão para me comparar ao seu corpo!

Se eu fosse um elemento, seria o fogo para abrasar seu coração!

Se eu fosse uma direção, seria o leste para encontrar o sol de minha vida!

Se eu fosse uma cor, seria a branca, para combinar com a sua alma!

Se eu fosse uma emoção, seria a alegria, para lhe ver sorrindo!

Se eu fosse um gosto, seria um doce para você me provar!

Se eu fosse um cheiro, seria um perfume para você me usar!

Se eu fosse um pássaro, seria um beija-flor para lhe beijar!

Se eu fosse Deus, seria humano para lhe namorar!

Jasiel Botelho.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Um novo casamento!

O SEGREDO DO CASAMENTO

Meus amigos separados não cansam de me perguntar como eu consegui ficar casado trinta anos com a mesma mulher. As mulheres, sempre mais maldosas que os homens, não perguntam à minha esposa como ela consegue ficar casada com o mesmo homem, mas como ela consegue ficar casada comigo.

Os jovens é que fazem as perguntas certas, ou seja, querem conhecer o segredo para manter um casamento por tanto tempo.

Ninguém ensina isso nas escolas, pelo contrário. Não sou um especialista do ramo, como todos sabem, mas, dito isso, minha resposta é mais ou menos a que segue.

Hoje em dia o divórcio é inevitável, não dá para escapar. Ninguém agüenta conviver com a mesma pessoa por uma eternidade. Eu, na realidade, já estou em meu terceiro casamento - a única diferença é que me casei três vezes com a mesma mulher. Minha esposa, se não me engano, está em seu quinto, porque ela pensou em pegar as malas mais vezes do que eu.

O segredo do casamento não é a harmonia eterna. Depois dos inevitáveis arranca-rabos, a solução é ponderar, se acalmar e partir de novo com a mesma mulher. O segredo, no fundo, é renovar o casamento, e não procurar um casamento novo. Isso exige alguns cuidados e preocupações que são esquecidos no dia-a-dia do casal. De tempos em tempos, é preciso renovar a relação. De tempos em tempo, é preciso voltar a namorar, voltar a cortejar, voltar a se vender, seduzir e ser seduzido.

Há quanto tempo vocês não saem para dançar? Há quanto tempo você não tenta conquistá-la ou conquistá-lo como se seu par fosse um pretendente em potencial? Há quanto tempo não fazem uma lua-de-mel, sem filhos eternamente brigando para ter sua irrestrita atenção?

Sem falar nos inúmeros quilos que se acrescentaram a você, depois do casamento. Mulher e marido que se separam perdem 10 quilos num único mês, por que vocês não podem conseguir o mesmo? Faça de conta que você está de caso novo. Se fosse um casamento novo, você certamente passaria a freqüentar lugares desconhecidos, mudaria de casa ou apartamento, trocaria seu guarda-roupa, os discos, o corte de cabelo e a maquiagem. Mas tudo isso pode ser feito sem que você se separe de seu cônjuge.

Vamos ser honestos: ninguém agüenta a mesma mulher ou marido por trinta anos com a mesma roupa, o mesmo batom, com os mesmos amigos, com as mesmas piadas. Muitas vezes não é sua esposa que está ficando chata e mofada, são os amigos dela (e talvez os seus), são seus próprios móveis com a mesma desbotada decoração. Se você se divorciasse, certamente trocaria tudo, que é justamente um dos prazeres da separação. Quem se separa se encanta com a nova vida, a nova casa, um novo bairro, um novo círculo de amigos.

Não é preciso um divórcio litigioso para ter tudo isso. Basta mudar de lugares e interesses e não se deixar acomodar. Isso obviamente custa caro, e muitas uniões se esfacelam porque o casal se recusa a pagar esses pequenos custos necessários para renovar um casamento. Mas, se você se separar, sua nova esposa vai querer novos filhos, novos móveis, novas roupas, e você ainda terá a pensão dos filhos da união anterior.

Não existe essa tal “estabilidade do casamento”, nem ela deveria ser almejada. O mundo muda, e você também, seu marido, sua esposa, seu bairro e seus amigos. A melhor estratégia para salvar um casamento não é manter uma “relação estável”, mas saber mudar junto. Todo cônjuge precisa evoluir, estudar, aprimorar-se, interessar-se por coisas que jamais teria pensado fazer no início do casamento. Você faz isso constantemente no trabalho, por que não fazer na própria família? É o que seus filhos fazem desde que vieram ao mundo.

Portanto, descubra o novo homem ou a nova mulher que vive a seu lado, em vez de sair por aí tentando descobrir um novo e interessante par. Tenho certeza de que seus filhos os respeitarão pela decisão de se manterem juntos e aprenderão a importante lição de como crescer e evoluir apesar das desavenças. Brigas e arranca-rabos sempre ocorrerão; por isso, de vez em quando é necessário casar-se de novo, mas tente faze-lo sempre com o mesmo par.

...E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus. Romanos 12;2

REVISTA VEJA – 14 de Setembro de 2005.

“Ponto de Vista” – Stephen Kanitz

(Administrador por Harvard – www.kanitz.com.br)