terça-feira, 2 de agosto de 2011

Divórcio

O TESTEMUNHO DA DOR

Ariovaldo Ramos escreve texto sobre seu divórcio

Meu texto para o livro, sobre o divórcio, de Virgínia Martin

O senhor quer se divorciar? Perguntou-me a juíza. O que deixava a situação ainda mais embaraçosa. Eu estava esperando por um juíz! Não, quem quer se divorciar é ela. Respondi!

O senhor leu os autos e está pronto para assinar o documento? Sim. Respondi, sem ênfase.

No fim, parece que era só disso que se tratava: assinar um documento.

Pronto! Meses de angústia, e de lágrimas, e de orações aparentemente não respondidas, como num passe de mágica, estariam resolvidos com uma assinatura! Eu estaria livre!

Mas quem disse que eu queria me ver livre do que quer que fosse?

Eu havia vivido mais de duas décadas só para isso. Com acertos, com erros, com pedidos e frases de perdão, eu vivi só para o casamento: todos os sins e todos os nãos que disse, os disse para continuar o casamento. Todo o processo de desmascaramento de minha imaturidade, e todo o processo doloroso de crescimento tinha como pivô o casamento.

Eu não queria me livrar disso... Eu não sabia mais viver sem isso!

Estava pronto para encaminhar a minha prole à vida, para viver a vida com quem, depois de muitas idas e vindas eu, realmente, queria viver.

O senhor já assinou? Ah! Sim. Está aqui. Respondi à voz que interrompia-me em meio a pensamentos em que eu tentava processar a minha dor.

Saí com aquele papel nas mãos, e aquele papel em minhas mãos era tudo o que eu conseguia sentir sem doer.

Não tinha idéia do que a estivesse acometendo. Não me importava! Ela quis o divórcio! Ela era a culpada!

Naquela altura eu não sabia que muita coisa iria mudar, e teria de mudar para que a esperança retomasse espaço em minha vida. A culpa seria repartida. Muita coisa que entendi resolvida por palavras ditas, ainda que com sinceridade, teriam de ser revistas por mim e em mim. Muita coisa que entendi ser de menor importância teria de ser revalorada. E muita dor que nunca entendi ter provocado teria de ser assumida.

O tempo passou! Superei! Não sem dor e não sem acabar por provocar dor em quem não tinha nada a ver com isso!


A Virgínia diz que é preferível estar no redemoinho do que no olho do furacão. Concordo! Mas do redemoinho a gente acaba por atingir gente que estava só assistindo ao tufão. E isso aumenta o lamento que a gente sabe que vai carregar.

Acalmou o meu coração! Mas se instalou um indisfarçavel medo.

Eu sou um pregador. Deus tem sido gracioso para comigo. As palavras que o Senhor tem me dito têm calado no coração de muitos irmãos e irmãs. E isso é um grande consolo. Mas, apesar disso, toda a vez que subo ao púlpito, que me é sagrado, sinto que, por mais aceito que eu seja, eu carrego um estigma, e não consigo tirar a dor de meus olhos, porque eu sei que eles estão certos, eu passei por algo que eles não querem passar e não sabem como isso pode acontecer com alguém que precisa estar no púlpito.

Pois é, minha amiga... Eu sei, eu sei!

Mas a roda tem de girar, e gira, e Deus, que ama, nos alenta e nos faz ver o sentido que transcende!

Parabéns! É isso! É preciso exorcizar tudo o que tenta nos roubar a identidade.

Muitos serão ajudados!

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

terça-feira, 12 de abril de 2011

Encorajamento!


O PODER DO ELOGIO AO SEU FILHO

Uma das necessidades intrínsecas do ser humano é a da realização. Todos precisamos fazer algo para dizer que fomos nós que o fizemos. Em certa medida, somos avaliados pelo que fazemos, mais do que pelo que somos ou temos. A crise da meia-idade no homem fica mais acentuada se, ao olhar para trás, ele não fez nada do que possa orgulhar-se.

Esta necessidade é irmã gêmea de outra, a do reconhecimento. Precisamos ser reconhecidos como pessoas atuantes e realizadoras. Se alguém faz algo sem que ninguém note o que ele está fazendo, deixará de fazê-lo depois de um tempo, salvo se for um louco totalmente desligado da realidade. O trabalhado invisível parece um mito. Todos, sem exceção (pelo menos na minha ótica) precisamos de alguém que saiba do que fazemos. Isto leva a uma regra do trabalho: toda pessoa que faz qualquer coisa sem ter que reportar a alguém, ou deixará de fazê-lo ou nunca o fará com excelência.

Todos sonhamos em fazer algo que nos perpetue na memória dos outros. Com facilidade incrível dizemos que isto ou aquilo é um “marco histórico”, “algo que vai entrar para a história”, porque necessitamos crer que nossos atos serão lembrados ad eternum.

Estas considerações preliminares servem para introduzir minhas reflexões sobre o episódio de Realengo e outros similares ao redor do mundo. Há um corte de similitude nos personagens destes eventos trágicos, assim como de bandidos que se tornaram famosos: foram pessoas não notadas, não reconhecidas, não valorizadas pelos colegas e família. Vítimas de chacota, nunca foram reconhecidas por seus méritos, por suas qualidades ou pelo que faziam.

O desejo de “entrar para a história”, de fazer algo que fizesse com que seus nomes fossem conhecidos, suas fotos e nomes publicados, ainda que nas páginas policiais, a necessidade de serem famosos, pode ser uma das motivações para que se decidam pelo caminho enviesado do crime.

A entrevista dada pelo menino australiano que jogou o colega ao chão depois de ser agredido mostra um jovem que não era reconhecido nem pelo pai, que afirma que se assustou ao saber que por três anos seu filho estava sendo vítima de chacotas, brincadeiras humilhantes e desprezo. Um pai que não notava a presença e a vida do filho. Nem o pai o reconhecia. O mesmo é válido para o outro apresentado como o agressor, que não vive com a mãe e tem um pai manipulador.

Vivemos tempos de extrema competitividade, de vidas centradas em si mesmas e perdemos a cultura do elogio, do reconhecimento do outro como ator e causador de coisas boas. Somos rápidos em criticar, tardios em elogiar. E digo isto especialmente em relação aos pais no processo de educação dos filhos. Se elogiamos, não o fazemos com a mesma carga emocional da crítica, da censura.

Reconhecer que o outro existe e é autor e causador de coisas boas é uma das formas de se evitar tragédias, seja ela que magnitude tenha.

Dr. Marcos Inhauser

(19) 2121 5853 / 9798 6955

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segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

PROBLEMAS SEXUAIS

HOMENS SUBMISSOS PODEM TER EJACULAÇÃO PRECOCE E DIFICULDADES DE EREÇÃO!


Arlete Gavranic

Chamo de homem-hiena aquele tipo que tem um comportamento de insistir na conquista de uma mulher, tendo muitas vezes uma postura de submissão gentil.

Lendo sobre a sexualidade dos animais mamíferos, achei muito interessante a relação de conquista entre as hienas. Ferozes, caçadores e carnívoros, no que se refere ao comportamento social e sexual, as fêmeas mandam. A matriarca, fêmea líder, dita as regras do grupo e os deveres de cada integrante.

Os machos são totalmente submissos às fêmeas, que chegam a ser 20% maiores e mais pesadas. Interessante pensar que as femeas são muito fortes e ‘machonas’. Até fisiologicamente temos que admirar, pois o clitóris da fêmea é semelhante ao pênis do macho, tanto que durante muito tempo, acreditava-se , erroneamente, que as hienas fossem *hermafroditas.

Conquista na parceria sexual

Como as fêmeas são dominadoras, os machos são sempre desprezados por elas. Quando uma fêmea entra no cio e um macho começa a rodeá-la, ele é mordido e posto para correr. Muitos realmente correm e não insistem em voltar. Mas aquele insistente, que se sujeita a ser mordido e maltratado, poderá ser aceito para ‘ficar’ com a ela. É como se ele fosse avaliado pela persistência e submissão, um sinal de que não abandonará a cria.

Muitos homens têm comportamento semelhante, eles são maltratados, não são valorizados pela parceira, às vezes são traídos, mas a submissão à mulher é muitas vezes assustadora.

Muitos são inteligentes, bem-sucedidos, mas emocionalmente dependentes, quase buscando uma força de comando maior. Olhando a história desses homens, encontramos na maioria das vezes a figura de uma mãe ou avó muito forte. Ele foi criado para ser forte e bem-sucedido na vida, mas dependente da aprovação de uma mulher. No inicio era a mãe ou a avó, mas na vida adulta uma mulher.

Édipo ou não, esses homens tendem a buscar mulheres fortes e decididas. Muitas vezes é nessa relação dependente que a submissão e a ansiedade aparecem com grande intensidade. A mãe e a avó aceitavam e amavam quase incondicionalmente…, se fosse obediente…, era recompensado ainda mais…

Mas a porca torce o rabo (muita ansiedade) na hora de conquistar outras mulheres, pois ali tem de haver uma conquista e uma aceitação que não é incondicional, o que os tornam muito mais vulneráveis a entrar em relações de dominação ou de co-dependência.

Como não foram treinados a desafios, a se autoafirmarem, a brigarem por seu ponto de vista, na relação com mulheres poderosas e autoritárias, buscando sempre aprovação por seus atos, passam a ter o comportamento de homem-hiena.

Perfil da mulher forte

Pode ser uma executiva, uma empresária, uma estudante ou uma mulher sem nenhum poder social, mas que é emocionalmente forte, decidida e mandona. Ele se submete aos seus ‘caprichos’, exigências e até ao seu desprezo, pois busca aceitação. Ele vira o parceiro bonzinho, que cuida e busca aceitação.

Esse comportamento inseguro pode trazer consequências à vida sexual desse homem, principalmente com quadros de ejaculação precoce e dificuldade de ter ou manter ereções satisfatórias.

Essas dificuldades podem se acentuar se a postura da parceira for autoritária e destrutiva nas possíveis tentativas dele querer melhorar.

Para amenizar isso, muitos casais com esse perfil precisariam de uma terapia de casal para que ela aprenda a valorizar a tomada de atitudes dele, e ele aprenda a reconhecer e impor suas vontades e qualidades.

Sexualmente esse casal pode viver muito bem se ambos passarem a ter atitudes de parceria, tanto na tomada de iniciativas como na não desvalorização do outro.

Homens-hiena podem se tornar depressivos se não forem valorizados. Para não chegar nisso, é importante que ele busque sua autoafirmação e reconhecimento para não cair em relacionamentos que alimentem ansiedade e insegurança.

Como já disse, essas questões emocionais, podem ajudar a desenvolver disfunções sexuais.

fonte: Vya Estelar

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Quem ama espera

QUEM AMA ESPERA!

Casais que esperam para ter relações sexuais depois do casamento acabam tendo relacionamentos mais estáveis e felizes, além de uma vida sexual mais satisfatória, segundo um estudo publicado pela revista científica Journal of Family Psychology, da Associação Americana de Psicologia. Pessoas que praticaram abstinência até a noite do casamento deram notas 22% mais altas para a estabilidade de seu relacionamento do que os demais.

As notas para a satisfação com o relacionamento também foram 20% mais altas entre os casais que esperaram, assim com as questões sobre qualidade da vida sexual (15% mais altas) e comunicação entre os cônjuges (12% maiores). Para os casais que ficaram no meio do caminho – tiveram relações sexuais após mais tempo de relacionamento, mas antes do casamento – os benefícios foram cerca de metade daqueles observados nos casais que escolheram a castidade até a noite de núpcias. Mais de duas mil pessoas participaram da pesquisa, preenchendo um questionário de avaliação de casamento online chamado RELATE, que incluía a pergunta “Quando você se tornou sexualmente ativo neste relacionamento?”.

Religiosidade

Apesar de o estudo ter sido feito pela Universidade Brigham Young, financiada pela Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, também conhecida como Igreja Mórmon, o pesquisador Dean Busby diz ter controlado a influência do envolvimento religioso na análise do material.

“Independentemente da religiosidade, esperar (para ter relações sexuais) ajuda na formação de melhores processos de comunicação e isso ajuda a melhorar a estabilidade e a satisfação no relacionamento no longo prazo”, diz ele.

“Há muito mais num relacionamento que sexo, mas descobrimos que aqueles que esperaram mais são mais satisfeitos com o aspecto sexual de seu relacionamento.”

O sociólogo Mark Regnerus, da Universidade do Texas, autor do livro Premarital Sex in America,acredita que sexo cedo demais pode realmente atrapalhar o relacionamento.

“Casais que chegam à lua de mel cedo demais – isso é, priorizam o sexo logo no início do relacionamento – frequentemente acabam em relacionamentos mal desenvolvidos em aspectos que tornam as relações estáveis e os cônjuges honestos e confiáveis.”

Fonte: BBC

(COPIADO DO PAVABLOG)

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Ser Pai...

por Carlinhos Veiga


Coelho Neto escreveu que “ser mãe é padecer no paraíso”. Uma frase poética que mostra dois lados opostos de uma maravilhosa lida: padecimento e satisfação. Mas, e ser pai?

Ser pai é deter-se diante do mistério da vida e ousar participar dele. É experimentar com sua esposa esse processo divino de gerar, de fertilizar, de semear. Depois, regar, cuidar, dar atenção e sonhar. É lançar a semente e colher, nove meses depois, o fruto desse amor, fruto inquietantemente aguardado.

Ser pai é aprender o desapego de si mesmo. É aprender a domar o selvagem egoísmo e o “eucentrismo” que urra dentro de nós. É deixar-se doer de amor por aquela pequenina criatura, parte de você, que fragilmente espera por seu cuidado e por sua atenção. É morrer para seus “purismos” mais impuros, para renascer genitor.

Ser pai é aprender que a cumplicidade mãe e filho é algo inestimável e por isso saber colocar-se, principalmente nos primeiros anos do pequenino bebê, no seu devido lugar. Nesse tempo o pai é especialmente protetor e contemplativo da relação intensa entre os dois: o que esteve dentro, no útero, e a que o acolheu, no útero. O pai, nessa época, é alguém como que de fora. Faz parte da relação, mas não partilha das primeiras revelações íntimas pós-uterinas. À medida que os dias avançam, integra-se de maneira igualmente intensa e amorosa na relação filial. Assim, ser pai é saber cuidar sem ser cuidado, descobrir o ritmo do afastar-se e do aproximar-se, isso tudo sem ferir a si mesmo e ao outro, como que tomado pelo desvanecimento da exclusão e da inferioridade. Ser pai é não exigir para si o protagonismo da história da vida.

Ser pai é ver os filhos crescendo ao redor e tê-los como amigos. Todavia, ao mesmo tempo, ser pai é não negar-lhes a bênção do ensino e da orientação, por meio de conversas, beijos, abraços, “varas” e repreensões. Não repreender com dureza e ternura é o mesmo que deixar o filho à solta, à míngua, sem parâmetros que o nortearão para toda a vida. E o pior, sem essa expressão de amor jamais a criança conhecerá profundamente o Deus que é todo amor e todo justiça. O pai que se omite na criação se omite no amor e no cuidado. O dinheiro pouco pode realizar nessa área do relacionamento.

Ser pai é ver o tempo passar velozmente, testemunhar os meninos se tornando moços tão belos, tão rapidamente e trazer consigo aquele sentimento de incompletude: “eu poderia ter feito mais por eles…” Ser pai é ser assim: totalmente felicidade, totalmente dúvida. Ser pai é indagar-se no paraíso.

Fonte: via Irmãos.com